28/01/2009

Mustierense em Ceuta

Ceuta © Pedro Cuiça (Dez. 2008)

Um grupo de investigadores da Universidade de Cádis (Espanha) localizou várias peças mustierenses, com idade superior a 200 mil anos, durante uma escavação numa gruta em Ceuta, junto da fronteira com Marrocos. As peças incrustadas em rocha permitiram determinar a presença de populações humanas da cultura mustierense nessa zona do Norte de África. Os vestígios da presença humana surgiram quando foi escavado um dos estratos mais baixos (i.e., mais antigos) da referida gruta.
O achado ocorreu uns dias depois do Governo de Ceuta ter anunciado um apoio no valor de 45 mil euros para a Universidade de Cádis continuar os trabalhos na gruta. Esse apoio irá permitir prosseguir os trabalhos iniciados em Setembro de 2008, tal como adquirir novo material especializado para os trabalhos em curso na cavidade, recentemente declarada Bem de Interesse Cultural (Bien de Interés Cultural - BIC). A gruta, conhecida como “La Cabililla”, foi descoberta em 2001 e desde 2002 que tem sido alvo de campanhas anuais de escavações arqueológicas.
Os primeiros testemunhos da presença humana em Ceuta, localizados no abrigo de Benzú, remontam a cerca de 270 mil anos. Trata-se de um abrigo ocupado ocasionalmente por comunidades de caçadores-recolectores. A escassos metros do abrigo encontra-se uma gruta utilizada por grupos neolíticos durante o sexto milénio antes de Cristo.
As investigações que se desenvolveram em Benzú e, agora, em La Cabililla abrem novas perspectivas no estudo dos contactos entre as populações de ambas as margens do Estreito de Gilbraltar...

Ceuta © Pedro Cuiça (Dez. 2008)
Ceuta © Pedro Cuiça (Dez. 2008)
Ceuta © Pedro Cuiça (Dez. 2008)

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