16/07/2009

Síndroma do Nariz Branco (II)

O Síndroma do Nariz Branco já matou, desde 2006, mais de 500 mil morcegos nos Estados Unidos (ver Spelaion de 3/Nov. 2008). Esta doença causada por um fungo ainda não terá chegado à Europa mas o 15º Congresso Internacional de Espeleologia, que se realiza este mês no Texas, tem suscitado crescentes preocupações entre a comunidade espeleológica e a própria organização. As preocupações prendem-se sobretudo com o que fazer para evitar a expansão da doença para outras regiões, nomeadamente a Europa.
O Bat Conservation Trust elaborou um documento com diversas recomendações sobre este assunto e na última reunião do Comité de Peritos do EUROBATS foi decidido que essas recomendações deviam ser divulgadas entre os espeleólogos, cientístas e técnicos de campo. A prevenção começará portanto na informação... (Foto: Nancy Heaslip)

7 comentários:

Rodrigues disse...

Parabéns Pedro. O trabalho sério,desinteressado e honesto em prol de uma paixão (que é o que os aficionados são) é sempre de louvar. Que continues (já lá vão 37 anos) a divulgar o que se vai fazendo a nível espeleológico ou de montanhismo. Bem haja, Alexandre Gomes da Costa Rodrigues.

Pedro Cuiça disse...

Bem preciso de um estímulo para continuar esta "saga" :) Se tudo correr como habitualmente, daqui a uns tempos voltarei a ser atacado pelo "bichinho da espeleo" e regressarão as "postas".
Obrigado Alex, valeu... Grande Abraço

NALGA disse...

Olá Pedro
Para quando um novo post? Será que não existe nada para divulgar?
Abraço
P.Robalo

Pedro Cuiça disse...

Voltarei, certamente ainda este mês, à divulgação dos "velhos" temas a que vos tenho habituado. Sem pressas... numa de movimento slow :)
Não se trata de não haver nada para divulgar: assunto haverá sempre que um homem (ou mulher) quizer :) Tenho andado muito ocupado e, na verdade, com pouca apetência para o mundo subterrâneo!
Agradeço sinceramente a tua atenção (tens sido um verdadeiro amigo desde o início do Spelaion) e aproveito para de enviar um grande abraço virtual e, se me é permitido (nunca se sabe!), espeleológico :)

Pedro Cuiça disse...

Já agora, e a bem da verdade, seria conveniente esclarecer que estou a ficar (tal como todos os meus concidadãos) cada vez mais velho, mas nem tanto… Na verdade, comecei a “praticar” espeleologia no ano de 1980; portanto, pelas minhas contas, já lá vão 29 anos. Tinha na altura a bonita e precoce idade de 12 anos e uma ilusão do caraças :) Para perfazer 37 anos de espeleologia teria começado com quatro "anitos" o que seria, digo eu, demasiado precoce, não?

Também será interessante referir, a talhe de foice, que me iniciei na prática de pedestrianismo e de campismo (livre ou desportivo) com 10 anos de idade, tendo-se seguido a espeleologia, o montanhismo e a escalada… Posteriormente, quase 20 anos depois, comecei a meter água, tendo-me voltado para o mergulho com escafandro autónomo e o canyoning :)

Aproveito igualmente para referir que, por motivos profissionais, nas últimas semanas tenho andado bastante no campo (motivo porque tenho estado também bastante off-line), e que ao contrário de muito menino de vinte anos (com metade da minha idade) que se queixa de dores aqui e acolá, continuo a extrair um gozo do caraças nestas andanças campestres :)

Moral da história: isto tudo para dizer que “velhos são os trapos” e que daqui a mais 30 anos logo vos conto as minhas novas tendências e descobertas no tocante a actividades de ar livre :)

Bem hajam amigos

P.S.: Escusado será dizer que continuo a a praticar pedestrianismo, a bivacar e a acampar sob as estrelas, a fazer espeleologia, montanhismo/alpinismo, escalada, mergulho e canyoning. Claro está que umas vezes dedico-me mais a determinada ou determinadas actividades, noutras ocasiões a outra ou outras tantas modalidades.

susana disse...

felizes os que se entusiamam, não é assim?

bjts :)

Susana Paisana

Pedro Cuiça disse...

Nem mais! Felizes os que se entusiasmam porque deles é o reino dos céus :) Que seria de uma pessoa sem aquilo que os espanhóis tão apropriadamente chamam de "ilusión". Como uma vez me disse o João Garcia (o himalaista português que dispensa apresentações) o importante é praticar com gosto; gostar verdadeiramente… Uma verdade tão simples quanto fundamental, que o povo tão bem soube/sabe expressar através da frase: “quem corre por gosto não cansa”!
Como disse Fernando Pessoa:
“Sem a loucura que é o homem,
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?”

Gosto em “ouvir-te” Susana…
Bj

Pedro Cuiça

P.S.: Ainda não foi desta (leia-se Outubro) que voltei a postar. A filosofia “sem pressas” a isso me obrigou :) Na verdade, a vida não é só “espeleo”, é multifacetada, policromática,… e, nesse pressuposto, tenho andado “entretido” noutras ondas. Saravá