Com a complacência esperada, pois tratava-se de uma energia limpa, alternativa, renovável, as torres eólicas foram surgindo gradualmente no alto dos montes, em locais praticamente inacessíveis. Os ecologistas terão manifestado o seu agrado, os governantes apregoaram o apoio, os proprietários dos terrenos fizeram o seu negócio, a EDP beneficiou e diminuiu a importação. Os consumidores em geral não retiraram qualquer proveito. Os mastodontes multiplicaram-se e destruíram a paisagem portuguesa. Basta! É tempo de começar a desmantelá-los. Portugal parece um país quixotesco e irreal de Teletubbies.
J. Leitão Baptista (revistas “Evasões” e “Volta ao Mundo”) in Global (Ano 2, nº 367, 6/Abr. 2009)”
Serra de Candeeiros © Pedro Cuiça (2008)
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Não subscrevo por inteiro as afirmações proferidas mas, aliás, como já não constitui novidade para ninguém, não deixo de questionar a forma como se tem processado a instalação dos aerogeradores, tão em voga no nosso país, e o impacte inegável dos mesmos, nomeadamente no que concerne à paisagem.
No que se refere ao quixotesco da questão não posso estar mais em desacordo. Se o Dom Quixote de La Mancha, ou alguém com tendências realmente quixotescas, andasse por terras lusas certamente já teria atacado essas mostruosas ventoinhas...
Pois...
ResponderEliminarMas que vamos fazer?
Vemos "nuetros hermanos" uns contentes e outros nem por isso... Tal como cá!
O Dinheiro move eólicas...
Abraço
Essa é boa :) De facto, não há dúvidas que o dinheiro move eólicas.
ResponderEliminarAbraço