Almeida Garrett
Imagem do post A Gruta do blog Nelson Bloggado.
Um blogue sobre espeleosofia ● A blog about speleosophy
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Azulejo na Estação dos Caminhos de Ferro do Rossio: Pessoa e "O caminho da serpente" (Mestre Lima de Freitas, 1996)
A primeira referência a esta gruta reporta-se à sua (re)descoberta, em 1822, e à estória que se seguiu ao suposto achamento no seu interior de uma "imagem de cerâmica envolta em pobre manto a delir-se de velhice e humidade": a Senhora da Conceição. Os eventos que se sucederam levaram à construção do Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.
Na verdade, esta gruta já tinha sido descoberta há muito. Tal como tantas outras, suas congéneres da Península de Lisboa, foi utilizada como necrópole e abrigo, tendo sido encontrados ossos humanos e materiais pré-históricos (líticos e cerâmicos) atribuídos aos períodos Neolítico, Calcolítico e Contemporâneo. Não devemos ignorar que a escassos quilómetros se situam as Grutas da Quinta da Moira, as Grutas de Leceia e a Gruta da Ponte da Laje, para não falar das Grutas do Vale de Alcântara ou da Serra de Monsanto, entre outras. Aliás, existem registos (que tivemos oportunidade de confirmar em parte) que dão conta de sete abrigos/grutas nas imediações da Gruta da Rocha onde também foram recolhidos materias pré-históricos e históricos.



Já passou bastante tempo desde que publiquei os posts "Toca(s) da Raposa" e "A Zorra Berrou" nos quais, para além das alusões a esse mamífero (!), fiz referência igualmente às obras A Conspiração dos Antepassados (2007) e Lisboa Triunfante (2008). Nessa altura afirmei que só me restava "aguardar com bastante expectativa a próxima obra de David Soares". Pois é, já tive não só a oportunidade de ler O Evangelho do Enforcado (2010) como terei o grato prazer de, dentro de poucos dias, ler a nova obra desse autor. O lançamento do seu novo livro - Batalha - irá decorrer no próximo dia 15 de Julho, às 19 horas, na FNAC do Centro Comercial Colombo.
Ontem, ao final da tarde, decorreu no auditório 3 da Fundação Calouste de Gulbenkian mais um evento no âmbito do ciclo de conferências "Ambiente, porquê ler os clássicos?". Este ciclo de seis conferências, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian através do seu Programa Gulbenkian Ambiente em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos da América em Portugal, gravita em torno de seis obras literárias que pela sua importância e actualidade se transformaram em clássicos de ambiente. Segundo os mentores desta iniciativa: "Estes clássicos são obras que se impõem como referências incontornáveis no imaginário da cultura contemporânea em torno do ambiente. Cada livro transporta-nos, de forma singular, numa viagem de reflexão sobre a nossa identidade e o nosso compromisso com um futuro sustentável, em harmonia com a Natureza."
Ainda na sequência dos recentes posts publicados no Spelaion, não poderei deixar de destacar o lançamento, no passado sábado (dia 2 de Julho), do livro Quando o Xamã Voava - Sonho, Erotismo e Morte no Xamanismo, da autoria de Gilberto de Lascariz. Essa obra, com a chancela da editora Zéfiro, que foi apresentada pelo autor na Casa do Fauno (Sintra), versa precisamente, entre outras temáticas, sobre a ligação entre o xamanismo e a arte rupestre. Em contraposição ao "xamanismo light" de Michael Harner ou outros na linha do "xamanismo de trazer por casa", Quando o Xamã Voava remete-nos para a clarividência atávica de arcaicas práticas traduzidas nomeadamente na arte rupestre. Ao ponto do autor ter salientado na apresentação da obra: "mesmo que se perdessem todos os livros sobre xamanismo temos tudo registado nos santuários rupestres".
Pretensa imagem entóptica na Cueva del Castillo (Cantábria- Espanha).
Sobre a arte rupestre, as imagens entópticas e o xamanismo é bastante interessante a abordagem sumária apresentada pelo distinto pré-historiador francês Jean Clottes na palestra proferida no "40 Congreso de Filósofos Jovens" (Sevilha, 2003): "Chamanismo en las cuevas paleolíticas".
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quellas antiguas gentes. Se hicieron comparaciones con el arte rupestre de cazadores recolectores modernos existente en otras partes del mundo. La universalidad de la religiosidad humana, así como el hecho irrebatible de que pertenecemos todos a la misma especie, con las mismas faculdades, necesidades y anhelos, hacían posibles tales comparaciones.
O Spelaion