
Acabo de saber por
e-mail, através de Sandro Secutti (
in EcoSubterraneo, Brasil), a novidade de que foram descobertos na África do Sul dois esqueletos subfósseis de uma nova espécie de hominídeo:
Australopithecus sediba. Os trabalhos foram publicados ontem (quinta-feira, 8 de Abril) na revista Science e amplamente divulgados pelos
media em tudo o mundo. Deixo-vos com a notícia que se encontra publicada no
Yahoo Brasil sobre o assunto, mas este encontra-se amplamente difundido
on-line. Para mais informações basta procurar num motor de busca.
«Qui, 08 Abr, 01h35
WASHINGTON, EUA (AFP) - Dois esqueletos parcialmente fossilizados de uma espécie de hominídeo, com quase dois milhões de anos, foram descobertos na África do Sul, levantando o véu sobre uma nova etapa da evolução humana, segundo trabalhos divulgados nesta quinta-feira pela revista americana Science.
A nova espécie de hominídeo foi batizada de 'Australopithecus sediba'. Dois espécimes - uma mulher adulta e um homem jovem - com uma idade estimada entre 1,95 e 1,78 milhão de anos foram encontrados perto um do outro, em 2008, em boas condições de conservação numa caverna situada a 40 km de Johannesburgo.
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Estes fósseis nos dão um olhar extraordinariamente detalhado a um novo capítulo da evolução humana e abrem uma janela paa um período crítico, quando os hominídeos fizeram a mudança da dependência na vida nas árvores à vida no solo", disse Lee Berger, principal autor do artigo.
Eles caminhavam eretos e compartilhavam vários traços das primeiras espécies conhecidas de 'Homo sapiens', com braços longos como os símios, e mãos curtas e fortes, o que poderá ajudar a responder a alguns questionamentos científicos, enfatizaram os pesquisadores.
Tinham pélvis evoluídas, dentes pequenos e pernas longas que permitiam que corressem como um homem. Também é provável que fossem capazes de subir em árvores.
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O 'Australopithecus sediba' parece apresentar um mosaico de características que apontam para um animal que vivia confortavelmente nos dois mundos", disse Berger, paleo-antropólogo da Universidade de Witwatersrand, em Johnnesburgo.
Os dois espécimes tinham cerca de 1,27 metro de altura. A fêmea pesava 33 quilos e o jovem macho, cuja idade é estimada em 10 anos, 27 kg.
As espécies tinham cérebros pequenos, de tamanho correspondente a um terço o volume do dos homens modernos.
Mas Berger destacou, durante coletiva de imprensa por telefone, que o formato de seus cérebros parece ter evoluído com relação ao de outras espécies de australopitecos.
A nova espécie tinha muitas características físicas similares às dos primeiros hominídeos, o que ajudaria a explicar o que significa ser um humano, afirmou.
A estrutura do esqueleto dos dois fósseis é similar à das primeiras espécies de 'homos', mas os novos exemplares parecem tê-lo empregado da mesma forma que "Lucy," que talvez seja o mais famoso fóssil de hominídeo. Encontrada em 1974, Lucy tinha 3,2 milhões de anos e foi considerada o ancestral comum da humanidade até a descoberta de "Ardi" (
Ardipithecus ramidus), com 4,4 milhões de anos, que aponta para um ancestral comum com o chimpanzé.
Berger disse não ser possível estabelecer a posição "precisa" da nova espécie com relação aos primeiros homens.
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Podemos concluir que esta nova espécie partilha mais características derivadas dos primeiros 'homos' do que qualquer outra espécie de australopiteco, e por isso representa um candidato a ancestral para o gênero...", afirmou.
O local da descoberta é rico em fósseis e pelo menos outros dois espécimes de sediba foram retirados da terra e estão sendo analisados, disse Berger. Os cientistas também identificaram os fósseis de pelo menos 25 outras espécies de animais, incluindo uma hiena, um cão selvagem, antílopes e um cavalo.»