15/04/2009

Campamento Andaluz


13/04/2009

Sem palavras

Como se costuma dizer que “uma imagem vale mais do que mil palavras” escusamo-nos de proferir uma que seja. Com ou sem palavras, o significado das coisas não se esgota nessa forma de comunicação. Outras há tão ou mais eficazes... Se nos lembrarmos dos mediáticos cartoons de Maomé facilmente constatamos o poder da ausência de palavras! Essa ausência (qual sedução) permite o preenchimento desse suposto vazio por tudo aquilo que as nossas mentes tenham capacidade de discorrer...

Acidentes vão longos

Esta notícia que saiu hoje no jornal Global, e foi publicada no Diário de Notícias, transmite-nos a crescente preocupação face ao aumento do número de resgates que se tem verificado na Serra de Santa Justa (Valongo). De resto, não se compreende muito bem se se pretende um regresso a um pretenso passado pintado a cores edílicas ou se se deseja partir para a solução, corriqueira nos dias de hoje, de proibir e “resolver o mal pela raiz”. Às tantas seria recomendável colocar sinalética de alerta e, eventualmente, avançar com algumas obras de protecção. De resto, a situação até poderá ser encarada com algum positivismo: ao ritmo a que os bombeiros estão a intervir pode ser que ganhem rodagem e passem a constituir equipas de resgate de qualidade: rapidas, eficazes e seguras.
Serra de Santa Justa (Valongo) © Luis Costa Carvalho (in jornal Global)

"Aumentam os acidentes na serra de Valongo

[jornal Global, Ano 2, nº 369, 13/Abr. 09]

Fojos das antigas minas com 50 a 70 metros de profundidade constituem autênticos perigos.

São 80 hectares de serra, o principal pulmão verde da Área Metropolitana do Porto, e que todos os fins-de-semana recebe em média cerca de 200 pessoas que ali praticam desportos radicais ou fazem piqueniques. O problema é que na Serra de Valongo existem autênticas ratoeiras, fojos a céu aberto, pertencentes às antigas minas romanas de extracção de ouro, cobertos pela vegetação e com uma profundidade de 50 a 70 metros. Nos últimos meses os bombeiros tiveram um aumento de 70 por cento de solicitações, devido às pessoas que ali caem e sofrem fracturas múltiplas.
Durante décadas a Serra de Santa Justa, em Valongo, era procurada por quem a conhecia bem, nomeadamente pelos moradores das redondezas. Os acidentes nas galerias eram raros mas a verdade é que, desde que o parque municipal foi criado, fazendo ligação directa com a serra, o cenário inverteu-se. Os frequentadores do parque ao entrar na serra não têm qualquer sinalética de alerta para os perigos e os acidentes acontecem. “Há cerca de uma semana duas crianças que jogavam à bola no parque entraram na zona da vegetação e perderam-se. Quando recebemos o alerta dos pais a nossa preocupação foi a de procurar junto às aberturas dos fojos das minas mas, até para nós, esse é um trabalho difícil devido ao facto da serra não estar cartografada”, afirmou ao DN Gilberto Gonçalves, comandante-adjunto dos Bombeiros de Valongo. Felizmente os dois irmãos, de seis e nove anos, foram encontrados e livres de perigo.
“Temos retirado pessoas do fundo dos poços, muitas são encontradas imobilizadas com fracturas múltiplas sofridas devido à queda. Outras não sofrem danos mas depois percorrem as galerias subterrâneas e desaparecem”, acrecenta o bombeiro. Uma operação de resgate pode demorar cinco a seis horas. Desportos radicais, espeleologia, parapente e local para merendas são os argumentos que levam a que actualmente a serra tenha uma procura fora do normal. Enquanto há dez anos os bombeiros eram chamados à serra em emergência uma vez por ano, agora são duas a três vezes por mês."

Mais do mesmo?

"Património está esquecido

[Ana Afonso Nunes ● jornal Público, Ano XX, nº 6949, 12/Abr. 09, p. 18]

A Gruta do Zambujal, em Sesimbra, classificada como Monumento Natural há 30 anos devido ao seu património único a nível nacional, encontra-se em estado de degradação após algumas derrocadas no seu interior que levaram à perda de formações muito importantes e que eram essenciais e únicas a nível nacional, denuncia Francisco Rasteiro, presidente do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA).
O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), a quem compete a responsabilidade pela gestão da gruta, desvaloriza a situação, considerando que “esta queixa não faz sentido”.
A história desta gruta remonta ao período Jurássico Médio, mas foi descoberta apenas em 1978 durante trabalhos de uma exploração de inertes situada no local pertencente ao Parque Natural da Arrábida. Nessa altura, já tinha sido alvo de trabalhos de extracção de pedra.
Classificada no ano seguinte, nunca teve um regulamento, obrigatório a todo o património classificado. Francisco Rasteiro recorda que entre 1994 e 1997 terão ocorrido várias derrocadas no local: “Na segunda visita que fiz a esta gruta existiam máquinas da pedreira a trabalhar numa parede, situação que na altura foi alvo de uma queixa ao Fórum Ambiente.”
Em 1998 terão sido tentadas negociações com o ICNB que “não deram em nada”, acrescenta Francisco Rasteiro, para quem “a autarquia e o ICNB terão tido medo de expropriar os terrenos” que actualmente se encontram fechados ao público.
Augusto Pólvora, presidente da Câmara de Sesimbra, esclarece que “houve actos de vandalização na gruta quando foi descoberta”, mas que actualmente “a gruta está bem conservada”. E partilha a opinião do NECA, segundo a qual há potencial interesse turístico por explorar: “Havia um acordo para a exploração turística do local através de uma empresa com a participação da autarquia.” Porém, o projecto acabou por ser abandonado posteriormente, quando o Plano de Ordenamento da Arrábida não o permitiu.
O ICNB afirma que “devido às derrocadas que já existiram fez vedações para proteger os valores naturais da gruta”, encerramento que, para o espeleólogo “não está adequado para a protecção do microclima existente no interior da gruta, pois há luz, o que origina fungos”. O autarca sesimbrense tem outro relato ainda sobre os factos, afirmando que “há dez, 12 anos o então presidente da câmara mandou colocar pedras grandes para bloquear a entrada da gruta e preservá-la”.
O Instituto de Conservação da Natureza afirma que “as derrocadas se deram apenas no exterior, não tendo existido perturbação no interior”, acrescentando que “a entrada na gruta só é autorizada neste momento para fins de monitorização”, nomeadamente da comunidade de morcegos situada no interior.”


*****

Gruta do Zambujal (Arrábida) © Francisco Rasteiro (1995)

A Gruta do Zambujal, depois de um período de anonimato (quase diria, de estranho silêncio e esquecimento!), voltou à ribalta por motivos recorrentes. Mais uma vez as derrocadas, o encerramento em vigor, as vontades de parar com a exploração de pedra e passar a usos turísticos! Derrocadas internas não se verificaram, apenas se registaram derrocadas externas, motivo pelo qual foi encerrada a gruta! Primeiro era preciso encerrar a cavidade sob pena de a delapidação da mesma continuar de forma irremediável, depois tornou-se fundamental abrir a gruta ao turismo para garantir a sua preservação! E agora?… Agora, realmente de novo, regista-se a posição frontal do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade face às críticas: estas não têm sentido.
Para quem não tenha reparado, o jornal e/ou a revista Forum Ambiente não se tratavam de uma espécie de “provedor do património subterrâneo” que se pronunciava face a eventuais queixas apresentadas. Foram simplesmente órgãos informativos que veicularam conteúdos noticiosos considerados relevantes e foi nesse contexto que divulgaram, mais de uma vez, a situação caricata da Gruta do Zambujal. Aliás, graças a essas peças jornalísticas (e outras publicadas noutros órgãos noticiosos) é hoje possível “montar” (ou “desmontar”, como queiram) a evolução de acontecimentos em torno da Gruta do Zambujal. Será também muito interessante fazer uma leitura das entrelinhas ou das gritantes lacunas face ao discurso veiculado nas diversas ocasiões… Se é certo que para um bom entendedor meia palavra basta, também não será despropositado focarmo-nos precisamente nos significados encerrados na ausência das ditas (palavras, entenda-se). Tão ou mais importante quanto aquelas que foram expressas, os seus significados ou os contextos inerentes às mesmas. Enfim, exercícios que se recomendam àqueles que verdadeiramente se preocupam com a conservação/preservação do património espeleológico para além de inconfessos interesses individuais ou de grupos de pressão.
Não deixa igualmente de ser interessante o argumento da(s) derrocada(s) que, afinal de contas, se revela um pau de dois (ou mais) bicos, consoante o uso que se queira fazer desse(s) pretenso(s) acontecimento(s). Aliás, tal “argumentação” não é nova nem, muito menos, surpreendente. Já tínhamos assistido a algo parecido no tocante à Caverna do Poço dos Mouros, sita na Rocha da Pena (Algarve). Depois de ter sido divulgada a situação de eminente derrocada da referida caverna esta notícia propagou-se e ganhou direitos de “verdade” insofismável à medida que era, pura e simplesmente, repetida! A "coisa" até deu direito a cartaz de alerta e essa verdade lapalissada (que rima com palhaçada) ainda hoje é repetida por espeleólogos e/ou cientístas da nossa praça... Diz-se que uma mentira de tantas vezes ser repetida se torna numa verdade, não é? Moral da história: passadas quase duas décadas ainda se aguarda a derrocada da cavidade!?... Também se diz que pior que uma mentira será uma meia verdade... E, nesse pressuposto, é certinho que algum dia a cavidade irá ruir, não é? Pois bem, fiquemos por aqui; porque, mais uma vez, para bom entendedor…
Por último, gostaria apenas de chamar a atenção para o jornalismo que se pratica e, claro, desafiar os leitores a fazerem uma leitura critica da peça noticiosa em questão. E, já agora, se estiverem para ai virados, releiam o que foi publicado na Forum Ambiente sobre a Gruta do Zambujal e façam os respectivos juízos de valor (a maior parte das peças já se encontram publicadas no Spelaion). E, claro, façam também uso e "abuso" da dita leitura critica. Já existe suficiente matéria publicada para se poderem retirar algumas conclusões. Antes isso!!!
Caverna do Poço dos Mouros (Algarve) © João Varela (2004)

09/04/2009

Tempos de mu-danças (IV)


Apesar de muitos preverem que a "coisa" está a meter água, no que toca à evolução o caminho está em aberto... Portanto: ainda há esperança, não é? Boa Páscoa!

Tempos de mu-danças (III)

Evolução e/ou involução? Os cenários, como não poderia deixar de ser, são diversos...





Tempos de mu-danças (II)

Não sei se será devido ao facto de estarmos no ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Charles Darwin e o 150º aniversário da publicação do livro “A Origem das Espécies” mas certo é que temos dado por nós a pensar nas supostas evoluções do Homo!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… Se dantes o Homem tinha tempo para contemplar as estrelas ou ficar horas frente a uma fogueira, de há uns anos a esta parte que as suas atenções se viraram para a televisão ou, cada vez mais, para o computador. Evolução dirão uns, involução pensarão outros! Óbvio será o progressivo afastamento do contacto com a natureza, pura e dura, e as politicamente correctas aproximações a sucedâneos da mesma. Aproximações, estas, muitas vezes eivadas de obsessões de segurança num pretenso contexto desportivo de risco e aventura! Estranhas incongruências daqueles que se (auto)denominam sapiens sapiens… E consta que, apesar de todas as invenções e tecnologias, cada vez mais há cada vez menos tempo! Contraditório? Não, ora essa! De forma alguma! É apenas algo que faz parte do l’air du temps

08/04/2009

Espeleo-socorro em Aquila

"A estas horas todos conoceremos ya el tremendo desastre causado por los movimientos de tierras en la zona de L’Aquila en Italia. Lo que probablemente será más desconocido es la labor que los espeleólogos del Grupo de Rescate Alpino están teniendo en el lugar de la catástrofe.
Tras 5 horas de trabajos en lo que queda de un edificio de 5 plantas totalmente derrumbado, los espeleólogos consiguieron acceder al cuerpo todavía con vida de Marta, una joven que permaneció 24 horas bajo los escombros.
Como reconoce Aldo, un miembro del grupo: “Ha sido un rescate muy delicado, ya que las vigas presentaban gran riesgo de desplome. Y luego tuvimos que tener mucho cuidado a la hora de liberar las piernas”. En efecto, los detalles del rescate son impresionantes: Marta fue encontrada en su cama y para rescatarla, bajo toneladas de escombros, los rescatadores tuvieron que desmontar la cama para que la joven resbalara
Tal y como dice el periódico Corriere della Sera, Marta debe a estos hombres su vida, así como a todos aquellos que han trabajado incansablemente en las ruinas del edificio. Yo añadiría que sino hubieran entrado primero los espeleólogos y se hubiera metido la pala a desescombrar, probablemente sólo se hubiera encontrado un cadáver.
Desde aquí quiero enviar un caluroso abrazo para los valientes rescatadores y nuestro pésame para las víctimas.
"

Vá-se lá...

Este cartoon lembra-nos, imediatamente, o triste caso da Gruta da Furninha, que tivemos oportunidade de divulgar no jornal Forum Ambiente e, posteriormente, no Spelaion. Pelos vistos, serão inúmeros aqueles que vislumbram uma relação directa entre WC's e cavidades subterrâneas :) Vá-se lá saber porquê?

Mastodontes eólicos

As torres eólicas e a paisagem

Com a complacência esperada, pois tratava-se de uma energia limpa, alternativa, renovável, as torres eólicas foram surgindo gradualmente no alto dos montes, em locais praticamente inacessíveis. Os ecologistas terão manifestado o seu agrado, os governantes apregoaram o apoio, os proprietários dos terrenos fizeram o seu negócio, a EDP beneficiou e diminuiu a importação. Os consumidores em geral não retiraram qualquer proveito. Os mastodontes multiplicaram-se e destruíram a paisagem portuguesa. Basta! É tempo de começar a desmantelá-los. Portugal parece um país quixotesco e irreal de Teletubbies.

J. Leitão Baptista (revistas “Evasões” e “Volta ao Mundo”) in Global (Ano 2, nº 367, 6/Abr. 2009)

Serra de Candeeiros © Pedro Cuiça (2008)
*****
Não subscrevo por inteiro as afirmações proferidas mas, aliás, como já não constitui novidade para ninguém, não deixo de questionar a forma como se tem processado a instalação dos aerogeradores, tão em voga no nosso país, e o impacte inegável dos mesmos, nomeadamente no que concerne à paisagem.
No que se refere ao quixotesco da questão não posso estar mais em desacordo. Se o Dom Quixote de La Mancha, ou alguém com tendências realmente quixotescas, andasse por terras lusas certamente já teria atacado essas mostruosas ventoinhas...

03/04/2009

Regaleira Subterrânea II

A Fundação Cultursintra, o Comité Português do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT - UNESCO), a Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) e a Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES), convidam-no a assistir ao Ciclo de Conferências e à Exposição sobre o Ano Internacional do Planeta Terra que se realizam amanhã (sábado dia 4 de Abril) na Quinta da Regaleira, em Sintra, a partir das 14:30.
A conferência conta com três sessões temáticas, uma primeira sobre o “Património Geológico e Natural de Sintra”; uma segunda sobre “Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral” e ainda uma terceira sobre o "Paradigma da Regaleira". Durante a noite poderá ainda acompanhar uma visita temática pelos Subterrâneos da Regaleira a cargo da AES.
A exposição manter-se-á até ao dia 19 de Abril.


PROGRAMA

14:30- Sessão de Abertura (Oficina das Artes)
• Dr Fernando Seara - Presidente da Câmara Municipal deSintra / Presidente do C. A. da Fundação Cultursintra
• Embaixador Fernando Andresen Guimarães - Presidente da Comissão Nacional da UNESCO – Portugal
• Eng. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE)
• Sr. Gabriel Mendes Presidente da Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES)
15:00– Visita guiada à Exposição do Ano Internacional doPlaneta Terra (Oficina das Artes)15:30– abertura do Ciclo de Conferências (Palácio da Regaleira)

1ª Sessão: Sobre o Património Geológico e Natural de Sintra
Moderação: Prof. Lúcio Cunha
• Prof. Doutor Galopim de Carvalho: “À descoberta da geologia de Sintra e dos dinossáurios que por aqui andaram
• Prof.ª Doutora Mª Luísa Rodrigues (Associação Portuguesa de Geoturismo): “Geoturismo-Lapiás da Granja dos Serrões
• Drª Maria João Raposo (Directora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Sintra: “Apresentação do Museu de História Natural de Sintra

2ª Sessão: Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral
Moderação: Arq. João da Cruz Alves
• Prof.ª Doutora Luísa Rodrigues (ICNB-UEH)/GabrielMendes (CCient.FPE): “Criação do Morcegário Laboratorial - Importância na conservação dos morcegos
• Dra. Sofia Reboleira (secretária da CECC/FSE): “ComissãoEuropeia para a Conservação de Cavidades - Breve apresentação
• Prof. Doutor José Carlos Kullberg (FCT-UNL): “Gruta do Zambujal Sesimbra - Estudo de impactos negativos naturais vs. acção do homem

17:15– Ciclo de Conferências (cont.) 3ª Sessão: O Paradigma da Regaleira
Moderação: Dr. Luís Patrício
• Arqº. João Cruz Alves: "A. A. Carvalho Monteiro -Filósofo da Natureza - e o projecto ambiental da Quinta da Regaleira"

19:30- Assinatura de Protocolo de cooperação tecno-científica entre a Fundação CulturSintra / FPE / AES
Dr. Luís Patrício - Vereador da Cultura e Educação da CMS /Vice Presidente do C.A. da Fundação Cultursintra
Arqº. João Cruz Alves - Adm. Delegado Fundação Cultursintra
Engº. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia
Sr. Gabriel Mendes - Presidente da Associação deEspeleólogos de Sintra

21:30 - Regaleira Subterrânea – Visita telúrica nocturna ao património espeleológico da Quinta da Regaleira

19:45 - Conclusão do Ciclo de Conferências

Pausa para Jantar

21:00– Cabo Espichel - Lançamento do Vídeo da LPN-CEAE (Junto às Cavalariças do Palácio)


Organização do evento: Fundação Cultursintra / Comité Português do AIPT (UNESCO) / FPE -Federação Portuguesa de Espeleologia /AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra

Para mais informações, consulte a organização através do e-mail gabriel.mendes@sapo.pt ou do telemóvel 962924142.

[Fonte: NALGA]

02/04/2009

Tempos de mu-danças

Os tempos são de mudanças "radicais" (ou nem por isso?). Certo é que, mais depressa ou mais devagar, de forma mais brusca ou mais subtil, insidiosa ou frontal, as coisas mudam. É caso para dizer: mudam e de que maneira! Pelo menos em certos aspectos... Não fosse o caso deste ser um blogue sobre espeleologia e ninguém estranharia esta "conversa", face às óbvias revoluções que se processam em (quase) todos os níveis do real, áreas e temáticas... Nessa base, será interessante constatar certas afectadas tendências como seja a empolada especialização do saber ou as cada vez mais pérfidas proibições, por exemplo no que concerne ao acesso à natureza. Qualquer dia estamos apenas autorizados a explorar centros comerciais e isto se tivermos efectuado o curso de iniciação ao andar a pé (portanto o nível I); tendo em conta que a descoberta do acto de andar, inerente à tenra infância, será dada de barato (restará saber até quando).