13/04/2009

Acidentes vão longos

Esta notícia que saiu hoje no jornal Global, e foi publicada no Diário de Notícias, transmite-nos a crescente preocupação face ao aumento do número de resgates que se tem verificado na Serra de Santa Justa (Valongo). De resto, não se compreende muito bem se se pretende um regresso a um pretenso passado pintado a cores edílicas ou se se deseja partir para a solução, corriqueira nos dias de hoje, de proibir e “resolver o mal pela raiz”. Às tantas seria recomendável colocar sinalética de alerta e, eventualmente, avançar com algumas obras de protecção. De resto, a situação até poderá ser encarada com algum positivismo: ao ritmo a que os bombeiros estão a intervir pode ser que ganhem rodagem e passem a constituir equipas de resgate de qualidade: rapidas, eficazes e seguras.
Serra de Santa Justa (Valongo) © Luis Costa Carvalho (in jornal Global)

"Aumentam os acidentes na serra de Valongo

[jornal Global, Ano 2, nº 369, 13/Abr. 09]

Fojos das antigas minas com 50 a 70 metros de profundidade constituem autênticos perigos.

São 80 hectares de serra, o principal pulmão verde da Área Metropolitana do Porto, e que todos os fins-de-semana recebe em média cerca de 200 pessoas que ali praticam desportos radicais ou fazem piqueniques. O problema é que na Serra de Valongo existem autênticas ratoeiras, fojos a céu aberto, pertencentes às antigas minas romanas de extracção de ouro, cobertos pela vegetação e com uma profundidade de 50 a 70 metros. Nos últimos meses os bombeiros tiveram um aumento de 70 por cento de solicitações, devido às pessoas que ali caem e sofrem fracturas múltiplas.
Durante décadas a Serra de Santa Justa, em Valongo, era procurada por quem a conhecia bem, nomeadamente pelos moradores das redondezas. Os acidentes nas galerias eram raros mas a verdade é que, desde que o parque municipal foi criado, fazendo ligação directa com a serra, o cenário inverteu-se. Os frequentadores do parque ao entrar na serra não têm qualquer sinalética de alerta para os perigos e os acidentes acontecem. “Há cerca de uma semana duas crianças que jogavam à bola no parque entraram na zona da vegetação e perderam-se. Quando recebemos o alerta dos pais a nossa preocupação foi a de procurar junto às aberturas dos fojos das minas mas, até para nós, esse é um trabalho difícil devido ao facto da serra não estar cartografada”, afirmou ao DN Gilberto Gonçalves, comandante-adjunto dos Bombeiros de Valongo. Felizmente os dois irmãos, de seis e nove anos, foram encontrados e livres de perigo.
“Temos retirado pessoas do fundo dos poços, muitas são encontradas imobilizadas com fracturas múltiplas sofridas devido à queda. Outras não sofrem danos mas depois percorrem as galerias subterrâneas e desaparecem”, acrecenta o bombeiro. Uma operação de resgate pode demorar cinco a seis horas. Desportos radicais, espeleologia, parapente e local para merendas são os argumentos que levam a que actualmente a serra tenha uma procura fora do normal. Enquanto há dez anos os bombeiros eram chamados à serra em emergência uma vez por ano, agora são duas a três vezes por mês."

Mais do mesmo?

"Património está esquecido

[Ana Afonso Nunes ● jornal Público, Ano XX, nº 6949, 12/Abr. 09, p. 18]

A Gruta do Zambujal, em Sesimbra, classificada como Monumento Natural há 30 anos devido ao seu património único a nível nacional, encontra-se em estado de degradação após algumas derrocadas no seu interior que levaram à perda de formações muito importantes e que eram essenciais e únicas a nível nacional, denuncia Francisco Rasteiro, presidente do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA).
O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), a quem compete a responsabilidade pela gestão da gruta, desvaloriza a situação, considerando que “esta queixa não faz sentido”.
A história desta gruta remonta ao período Jurássico Médio, mas foi descoberta apenas em 1978 durante trabalhos de uma exploração de inertes situada no local pertencente ao Parque Natural da Arrábida. Nessa altura, já tinha sido alvo de trabalhos de extracção de pedra.
Classificada no ano seguinte, nunca teve um regulamento, obrigatório a todo o património classificado. Francisco Rasteiro recorda que entre 1994 e 1997 terão ocorrido várias derrocadas no local: “Na segunda visita que fiz a esta gruta existiam máquinas da pedreira a trabalhar numa parede, situação que na altura foi alvo de uma queixa ao Fórum Ambiente.”
Em 1998 terão sido tentadas negociações com o ICNB que “não deram em nada”, acrescenta Francisco Rasteiro, para quem “a autarquia e o ICNB terão tido medo de expropriar os terrenos” que actualmente se encontram fechados ao público.
Augusto Pólvora, presidente da Câmara de Sesimbra, esclarece que “houve actos de vandalização na gruta quando foi descoberta”, mas que actualmente “a gruta está bem conservada”. E partilha a opinião do NECA, segundo a qual há potencial interesse turístico por explorar: “Havia um acordo para a exploração turística do local através de uma empresa com a participação da autarquia.” Porém, o projecto acabou por ser abandonado posteriormente, quando o Plano de Ordenamento da Arrábida não o permitiu.
O ICNB afirma que “devido às derrocadas que já existiram fez vedações para proteger os valores naturais da gruta”, encerramento que, para o espeleólogo “não está adequado para a protecção do microclima existente no interior da gruta, pois há luz, o que origina fungos”. O autarca sesimbrense tem outro relato ainda sobre os factos, afirmando que “há dez, 12 anos o então presidente da câmara mandou colocar pedras grandes para bloquear a entrada da gruta e preservá-la”.
O Instituto de Conservação da Natureza afirma que “as derrocadas se deram apenas no exterior, não tendo existido perturbação no interior”, acrescentando que “a entrada na gruta só é autorizada neste momento para fins de monitorização”, nomeadamente da comunidade de morcegos situada no interior.”


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Gruta do Zambujal (Arrábida) © Francisco Rasteiro (1995)

A Gruta do Zambujal, depois de um período de anonimato (quase diria, de estranho silêncio e esquecimento!), voltou à ribalta por motivos recorrentes. Mais uma vez as derrocadas, o encerramento em vigor, as vontades de parar com a exploração de pedra e passar a usos turísticos! Derrocadas internas não se verificaram, apenas se registaram derrocadas externas, motivo pelo qual foi encerrada a gruta! Primeiro era preciso encerrar a cavidade sob pena de a delapidação da mesma continuar de forma irremediável, depois tornou-se fundamental abrir a gruta ao turismo para garantir a sua preservação! E agora?… Agora, realmente de novo, regista-se a posição frontal do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade face às críticas: estas não têm sentido.
Para quem não tenha reparado, o jornal e/ou a revista Forum Ambiente não se tratavam de uma espécie de “provedor do património subterrâneo” que se pronunciava face a eventuais queixas apresentadas. Foram simplesmente órgãos informativos que veicularam conteúdos noticiosos considerados relevantes e foi nesse contexto que divulgaram, mais de uma vez, a situação caricata da Gruta do Zambujal. Aliás, graças a essas peças jornalísticas (e outras publicadas noutros órgãos noticiosos) é hoje possível “montar” (ou “desmontar”, como queiram) a evolução de acontecimentos em torno da Gruta do Zambujal. Será também muito interessante fazer uma leitura das entrelinhas ou das gritantes lacunas face ao discurso veiculado nas diversas ocasiões… Se é certo que para um bom entendedor meia palavra basta, também não será despropositado focarmo-nos precisamente nos significados encerrados na ausência das ditas (palavras, entenda-se). Tão ou mais importante quanto aquelas que foram expressas, os seus significados ou os contextos inerentes às mesmas. Enfim, exercícios que se recomendam àqueles que verdadeiramente se preocupam com a conservação/preservação do património espeleológico para além de inconfessos interesses individuais ou de grupos de pressão.
Não deixa igualmente de ser interessante o argumento da(s) derrocada(s) que, afinal de contas, se revela um pau de dois (ou mais) bicos, consoante o uso que se queira fazer desse(s) pretenso(s) acontecimento(s). Aliás, tal “argumentação” não é nova nem, muito menos, surpreendente. Já tínhamos assistido a algo parecido no tocante à Caverna do Poço dos Mouros, sita na Rocha da Pena (Algarve). Depois de ter sido divulgada a situação de eminente derrocada da referida caverna esta notícia propagou-se e ganhou direitos de “verdade” insofismável à medida que era, pura e simplesmente, repetida! A "coisa" até deu direito a cartaz de alerta e essa verdade lapalissada (que rima com palhaçada) ainda hoje é repetida por espeleólogos e/ou cientístas da nossa praça... Diz-se que uma mentira de tantas vezes ser repetida se torna numa verdade, não é? Moral da história: passadas quase duas décadas ainda se aguarda a derrocada da cavidade!?... Também se diz que pior que uma mentira será uma meia verdade... E, nesse pressuposto, é certinho que algum dia a cavidade irá ruir, não é? Pois bem, fiquemos por aqui; porque, mais uma vez, para bom entendedor…
Por último, gostaria apenas de chamar a atenção para o jornalismo que se pratica e, claro, desafiar os leitores a fazerem uma leitura critica da peça noticiosa em questão. E, já agora, se estiverem para ai virados, releiam o que foi publicado na Forum Ambiente sobre a Gruta do Zambujal e façam os respectivos juízos de valor (a maior parte das peças já se encontram publicadas no Spelaion). E, claro, façam também uso e "abuso" da dita leitura critica. Já existe suficiente matéria publicada para se poderem retirar algumas conclusões. Antes isso!!!
Caverna do Poço dos Mouros (Algarve) © João Varela (2004)

09/04/2009

Tempos de mu-danças (IV)


Apesar de muitos preverem que a "coisa" está a meter água, no que toca à evolução o caminho está em aberto... Portanto: ainda há esperança, não é? Boa Páscoa!

Tempos de mu-danças (III)

Evolução e/ou involução? Os cenários, como não poderia deixar de ser, são diversos...





Tempos de mu-danças (II)

Não sei se será devido ao facto de estarmos no ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Charles Darwin e o 150º aniversário da publicação do livro “A Origem das Espécies” mas certo é que temos dado por nós a pensar nas supostas evoluções do Homo!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… Se dantes o Homem tinha tempo para contemplar as estrelas ou ficar horas frente a uma fogueira, de há uns anos a esta parte que as suas atenções se viraram para a televisão ou, cada vez mais, para o computador. Evolução dirão uns, involução pensarão outros! Óbvio será o progressivo afastamento do contacto com a natureza, pura e dura, e as politicamente correctas aproximações a sucedâneos da mesma. Aproximações, estas, muitas vezes eivadas de obsessões de segurança num pretenso contexto desportivo de risco e aventura! Estranhas incongruências daqueles que se (auto)denominam sapiens sapiens… E consta que, apesar de todas as invenções e tecnologias, cada vez mais há cada vez menos tempo! Contraditório? Não, ora essa! De forma alguma! É apenas algo que faz parte do l’air du temps

08/04/2009

Espeleo-socorro em Aquila

"A estas horas todos conoceremos ya el tremendo desastre causado por los movimientos de tierras en la zona de L’Aquila en Italia. Lo que probablemente será más desconocido es la labor que los espeleólogos del Grupo de Rescate Alpino están teniendo en el lugar de la catástrofe.
Tras 5 horas de trabajos en lo que queda de un edificio de 5 plantas totalmente derrumbado, los espeleólogos consiguieron acceder al cuerpo todavía con vida de Marta, una joven que permaneció 24 horas bajo los escombros.
Como reconoce Aldo, un miembro del grupo: “Ha sido un rescate muy delicado, ya que las vigas presentaban gran riesgo de desplome. Y luego tuvimos que tener mucho cuidado a la hora de liberar las piernas”. En efecto, los detalles del rescate son impresionantes: Marta fue encontrada en su cama y para rescatarla, bajo toneladas de escombros, los rescatadores tuvieron que desmontar la cama para que la joven resbalara
Tal y como dice el periódico Corriere della Sera, Marta debe a estos hombres su vida, así como a todos aquellos que han trabajado incansablemente en las ruinas del edificio. Yo añadiría que sino hubieran entrado primero los espeleólogos y se hubiera metido la pala a desescombrar, probablemente sólo se hubiera encontrado un cadáver.
Desde aquí quiero enviar un caluroso abrazo para los valientes rescatadores y nuestro pésame para las víctimas.
"

Vá-se lá...

Este cartoon lembra-nos, imediatamente, o triste caso da Gruta da Furninha, que tivemos oportunidade de divulgar no jornal Forum Ambiente e, posteriormente, no Spelaion. Pelos vistos, serão inúmeros aqueles que vislumbram uma relação directa entre WC's e cavidades subterrâneas :) Vá-se lá saber porquê?

Mastodontes eólicos

As torres eólicas e a paisagem

Com a complacência esperada, pois tratava-se de uma energia limpa, alternativa, renovável, as torres eólicas foram surgindo gradualmente no alto dos montes, em locais praticamente inacessíveis. Os ecologistas terão manifestado o seu agrado, os governantes apregoaram o apoio, os proprietários dos terrenos fizeram o seu negócio, a EDP beneficiou e diminuiu a importação. Os consumidores em geral não retiraram qualquer proveito. Os mastodontes multiplicaram-se e destruíram a paisagem portuguesa. Basta! É tempo de começar a desmantelá-los. Portugal parece um país quixotesco e irreal de Teletubbies.

J. Leitão Baptista (revistas “Evasões” e “Volta ao Mundo”) in Global (Ano 2, nº 367, 6/Abr. 2009)

Serra de Candeeiros © Pedro Cuiça (2008)
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Não subscrevo por inteiro as afirmações proferidas mas, aliás, como já não constitui novidade para ninguém, não deixo de questionar a forma como se tem processado a instalação dos aerogeradores, tão em voga no nosso país, e o impacte inegável dos mesmos, nomeadamente no que concerne à paisagem.
No que se refere ao quixotesco da questão não posso estar mais em desacordo. Se o Dom Quixote de La Mancha, ou alguém com tendências realmente quixotescas, andasse por terras lusas certamente já teria atacado essas mostruosas ventoinhas...

03/04/2009

Regaleira Subterrânea II

A Fundação Cultursintra, o Comité Português do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT - UNESCO), a Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE) e a Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES), convidam-no a assistir ao Ciclo de Conferências e à Exposição sobre o Ano Internacional do Planeta Terra que se realizam amanhã (sábado dia 4 de Abril) na Quinta da Regaleira, em Sintra, a partir das 14:30.
A conferência conta com três sessões temáticas, uma primeira sobre o “Património Geológico e Natural de Sintra”; uma segunda sobre “Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral” e ainda uma terceira sobre o "Paradigma da Regaleira". Durante a noite poderá ainda acompanhar uma visita temática pelos Subterrâneos da Regaleira a cargo da AES.
A exposição manter-se-á até ao dia 19 de Abril.


PROGRAMA

14:30- Sessão de Abertura (Oficina das Artes)
• Dr Fernando Seara - Presidente da Câmara Municipal deSintra / Presidente do C. A. da Fundação Cultursintra
• Embaixador Fernando Andresen Guimarães - Presidente da Comissão Nacional da UNESCO – Portugal
• Eng. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE)
• Sr. Gabriel Mendes Presidente da Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES)
15:00– Visita guiada à Exposição do Ano Internacional doPlaneta Terra (Oficina das Artes)15:30– abertura do Ciclo de Conferências (Palácio da Regaleira)

1ª Sessão: Sobre o Património Geológico e Natural de Sintra
Moderação: Prof. Lúcio Cunha
• Prof. Doutor Galopim de Carvalho: “À descoberta da geologia de Sintra e dos dinossáurios que por aqui andaram
• Prof.ª Doutora Mª Luísa Rodrigues (Associação Portuguesa de Geoturismo): “Geoturismo-Lapiás da Granja dos Serrões
• Drª Maria João Raposo (Directora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Sintra: “Apresentação do Museu de História Natural de Sintra

2ª Sessão: Estudos, Monitorização e Salvaguarda do Património Espeleológico Vivo e Mineral
Moderação: Arq. João da Cruz Alves
• Prof.ª Doutora Luísa Rodrigues (ICNB-UEH)/GabrielMendes (CCient.FPE): “Criação do Morcegário Laboratorial - Importância na conservação dos morcegos
• Dra. Sofia Reboleira (secretária da CECC/FSE): “ComissãoEuropeia para a Conservação de Cavidades - Breve apresentação
• Prof. Doutor José Carlos Kullberg (FCT-UNL): “Gruta do Zambujal Sesimbra - Estudo de impactos negativos naturais vs. acção do homem

17:15– Ciclo de Conferências (cont.) 3ª Sessão: O Paradigma da Regaleira
Moderação: Dr. Luís Patrício
• Arqº. João Cruz Alves: "A. A. Carvalho Monteiro -Filósofo da Natureza - e o projecto ambiental da Quinta da Regaleira"

19:30- Assinatura de Protocolo de cooperação tecno-científica entre a Fundação CulturSintra / FPE / AES
Dr. Luís Patrício - Vereador da Cultura e Educação da CMS /Vice Presidente do C.A. da Fundação Cultursintra
Arqº. João Cruz Alves - Adm. Delegado Fundação Cultursintra
Engº. Manuel Freire - Presidente da Federação Portuguesa de Espeleologia
Sr. Gabriel Mendes - Presidente da Associação deEspeleólogos de Sintra

21:30 - Regaleira Subterrânea – Visita telúrica nocturna ao património espeleológico da Quinta da Regaleira

19:45 - Conclusão do Ciclo de Conferências

Pausa para Jantar

21:00– Cabo Espichel - Lançamento do Vídeo da LPN-CEAE (Junto às Cavalariças do Palácio)


Organização do evento: Fundação Cultursintra / Comité Português do AIPT (UNESCO) / FPE -Federação Portuguesa de Espeleologia /AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra

Para mais informações, consulte a organização através do e-mail gabriel.mendes@sapo.pt ou do telemóvel 962924142.

[Fonte: NALGA]

02/04/2009

Tempos de mu-danças

Os tempos são de mudanças "radicais" (ou nem por isso?). Certo é que, mais depressa ou mais devagar, de forma mais brusca ou mais subtil, insidiosa ou frontal, as coisas mudam. É caso para dizer: mudam e de que maneira! Pelo menos em certos aspectos... Não fosse o caso deste ser um blogue sobre espeleologia e ninguém estranharia esta "conversa", face às óbvias revoluções que se processam em (quase) todos os níveis do real, áreas e temáticas... Nessa base, será interessante constatar certas afectadas tendências como seja a empolada especialização do saber ou as cada vez mais pérfidas proibições, por exemplo no que concerne ao acesso à natureza. Qualquer dia estamos apenas autorizados a explorar centros comerciais e isto se tivermos efectuado o curso de iniciação ao andar a pé (portanto o nível I); tendo em conta que a descoberta do acto de andar, inerente à tenra infância, será dada de barato (restará saber até quando).


30/03/2009

Ciência e jornalismo

Mais um daqueles e-mails que me vão chegando pelo obséquio de bons amigos. Este não trata directamente de espeleologia ou do “mundo subterrâneo” associado, mas também se aplica… Não nos esqueçamos, afinal, que a espeleologia é uma actividade híbrida: um misto de ciência e de desporto. Certo , certo é não se tratar somente de um desporto ou simplesmente de uma disciplina científica, antes será a conjugação de ambos... E mais ainda?

Hey gang - Here’s a cave we can go wild in and not disturb anybody!


Ciencia, Nature, SCI, etc.

La mejor ciencia no es siempre la que más figura en los medios de comunicación

En los resultados científicos actuales no existe un claro protagonista y, muchas veces, los investigadores usan a los medios para concederse una importancia que, científicamente, no poseen. Esa es una de las principales conclusiones de un estudio de un profesor de la Universidad Carlos III de Madrid > (UC3M) que analiza la presencia mediática de la ciencia.

FUENTE UC3M - mi+d 23/03/2009

En la ciencia resulta muy complejo decidir quién es un buen científico. En la actualidad, los científicos se valoran entre ellos en función de sus publicaciones y, sobre todo, del índice de impacto científico (o SCI, Science Citation Index), así como del número de veces que cada trabajo y científico sean citados. "El problema es que este sistema de citas puede ser pervertido si los trabajos científicos son objeto de noticia periodística en los medios de comunicación de masas, porque algunos estudios previos demuestran que existe una relación directa entre publicar en prensa los resultados científicos y su posterior incremento del índice SCI", explica el autor de la investigación, Carlos Elías, Profesor Titular de Periodismo en la UC3M.

El objetivo del trabajo, que ha publicado como carta editorializante en el Journal of Science Communication, busca analizar si este fenómeno puede propiciar que los científicos elijan su área de investigación en función de su posible repercusión mediática, en lugar de hacerlo prioritariamente por el afán de conocer mejor la naturaleza.

Para probar esta hipótesis en este estudio el profesor Elías seleccionó varios trabajos de investigación que habían sido publicados en Nature, considerada como una de las mejores revistas científicas del mundo, y los envió a tres investigadores españoles para que evaluaran el interés científico de 1 a 10. Después, se seleccionaron como "caso de estudio" aquellos que obtuvieron una puntuación por debajo de 5, a excepción del artículo sobre la clonación de la oveja Dolly, porque se quería valorar la repercusión profesional que a un científico le puede reportar convertirse en 'estrella mediática'. "La elección de Nature también proviene porque durante una estancia de investigación en Londres pude analizar cómo funciona el gabinete de prensa de esta revista y cómo eligen las noticias", aclara Elías, que es licenciado en Químicas y Periodismo por la Universidad de La Laguna.

Una de las conclusiones de este trabajo es que el excesivo interés en los factores de impacto de las revistas puede llevar a éstas a publicar investigaciones poco relevantes científicamente pero muy fáciles de colocar en los medios para aumentar así su índice de impacto. "Como el índice de impacto de la revista se mide en función de cuántas veces han sido citados sus artículos en otras publicaciones, si la revista consigue colocarlos en la prensa, sabrá que para el año siguiente obtendrá un mayor índice SCI, lo que implicará que los mejores científicos querrán publicar en ella, por lo que esta dinámica circular se incrementará a su favor", explica el profesor Elías. Esto provoca que muchas veces sean criterios de 'noticiabilidad' los que imperan a la hora de seleccionar sus artículos para los comunicados de prensa e incluso para la propia aceptación del artículo científico, lo que puede constituir una perversión del sistema científico actual, según el investigador. Esta es una de las principales razones, señala Elías, por las que las grandes revistas científicas, como la inglesa Nature o la norteamericana Science, dedican un gran esfuerzo a sus gabinetes de prensa, la comunicación mediática y las relaciones públicas.

Otra de las conclusiones que ha extraído este investigador de la ciencia y cultura mediática es que los científicos deben tener mucho cuidado con el uso de los medios de comunicación, porque se les puede volver en su contra. En el caso de Willmut, el considerado como creador de la oveja clonada Dolly, la exposición mediática supuso la destrucción del equipo de investigación. El efecto mediático funciono a su favor: se le concedió el prestigioso galardón alemán Paul Erlich y fue nombrado director del nuevo centro de Medicina Regenerativa de la Universidad de Edimburgo, uno de los pocos a los que el gobierno británico concedió permiso para clonar embriones humanos. Sin embargo, el científico que más se había volcado en el proyecto de Dolly, Keith Campbell, que aportó más de la mitad de todo el trabajo, no recibió tantos elogios.


27/03/2009

Regaleira Subterrânea

[(3 de Abril de 2009) ATENÇÃO: o programa do evento sofreu alterações para consultar a versão actualizada clique AQUI ]

A Associação dos Espeleólogos de Sintra (AES) e a Cultursintra/Quinta da Regaleira promovem, no dia 4 de Abril, um ciclo de conferências sobre espeleologia na Quinta da Regaleira (Sintra). O evento, coorganizado pela Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE), realiza-se no âmbito da parceria existente entre esta federação e a Comissão Nacional da UNESCO através do seu comité para o Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT).
No dia 4 de Abril (sábado), depois da Assembleia-Geral da FPE, serão apresentadas três palestras, inaugurada uma exposição no âmbito do AIPT-UNESCO e expostos diversos posters da Comissão Científica da FPE, trabalhos fotográficos da AES, Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA) e Grupo de Espeleologia e Montanhismo (GEM), tal como muitas das fotografias de espeleólogos de associadas da FPE que estiveram presentes nas I Jornadas Científicas de Espeleologia.
À noite, os participantes poderão assistir ao lançamento de um vídeo da Liga para a Protecção da Natureza/Centro de Estudos e Actividades Especiais (LPN/CEAE) sobre a área do Cabo Espichel e ainda acompanhar uma visita aos subterrâneos da Regaleira. Os espeleólogos que pretendam pernoitar em Sintra poderão fazê-lo numa sala de ioga, com balneários, cedida gratuitamente para o efeito.
A organização conta acolher mais de 20 mil visitantes durante os 19 dias que irá durar a exposição que ficará patente na Quinta da Regaleira.
Para mais informações, contacte a AES através do telemóvel 960 226 141 ou do e-mail aes@sapo.pt.


Associação dos Espeleólogos de Sintra]

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Programa

Sábado (4 de Abril)
09:30 – Recepção dos participantes
10:00 – Assembleia-Geral da FPE
13:00 - 14:45– Almoço e visita livre ao palácio e jardins da Regaleira
15:00 – Abertura do Ciclo de Conferências com a presença do Presidente da Comissão Nacional da UNESCO-Portugal
15:30 – Visita acompanhada à Exposição
16:00 – Início do Ciclo de Conferências sobre o Património Geológico de Sintra com os professores Galopim de Carvalho e Maria Luísa Rodrigues, e Dr. Luís Patrício em respectivamente: “À descoberta da geologia de Sintra e dos dinossáurios que por aqui andaram”, “Geoturismo-Lapiás da Granja dos Serrões/Negrais” e “Apresentação do Museu de História Natural de Sintra”.
17:45 – Assinatura do Protocolo FPE/Fundação CulturSintra/AES
18:00 – Início do Ciclo de Conferências sobre Estudos, Monitorização e Salvaguarda do património espeleológico vivo e mineral, com os Professores Luísa Rodrigues e José Carlos Kullberg, a doutoranda Sofia Reboleira e o espeleólogo Gabriel Mendes em: “Criação do Morcegário Laboratorial -Importância na conservação dos morcegos”, “Comissão Europeia para a Conservação de Cavidades/breve apresentação e Gruta do Zambujal Sesimbra - Estudo de impactos negativos naturais vs. acção do homem”.
19:30 – Cerimónia de Encerramento
20:00 – Jantar
21:30 – Regaleira Subterrânea – Visita nocturna ao património subterrâneo da Quinta (Trás o teu capacete ou frontal)